Galera que entrou nos últimos dias, sejam muito bem-vindos!
Que tal passear pelas comunidades e já escolher a que mais se identifica com vc? Procure a comunidade da sua cidade - ou, se não houver, crie uma!! É a melhor forma de encontrar amigos perto de onde vc mora.
Fique à vontade também para colocar fotos (fotos comportadas, hein!!), postar no bloge no fórum, adicionar vídeos e músicas - deixe a galera te conhecer melhor!
Juntos somos mais fortes!! =D
Deco Ribeiro
Bate-papo
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SÃO PAULO – Para defender as diretrizes traçadas para os homossexuais no Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3), vai acontecer o Beijaço pelos Direitos Humanos, marcado para o dia 07 de fevereiro, domingo, às 17h, no cruzamento da Av. Paulista com a Rua Augusta.
A 5ª Conferência Regional ILGA-LAC será realizada entre 26 e 30/01 em Curitiba. A novidade é a reserva de três painéis que reunirão profissionais da comunicação com prática em mídia voltada para o público GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros).
O evento vai debater o papel da imprensa GLBT e seus desafios na América Latina, inclusive no jornalismo brasileiro. Além disso, será lançado o Guia de Mídia GLBT.
Galera criei umas páginas minhas na internet bastante legais, quem quizer entrar e comentar nelas fiquem a vontade são todos bem vindos. Muito obrigado, aqui vai os links dos sites:
Sei que estamos em campos e espectros políticos diferentes. Tudo bem. Não, não a conheço pessoalmente, só assumo isso pelo que escreve. Como sua posição contrária às cotas, por exemplo. Vemos o mundo de maneira diferente.
No entanto, não posso deixar passar em branco seu artigo "Como se tornar uma drag queen",reproduzido pela FOLHA e por outras agências (como a Agência de Notícias de Aids: http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=14044).
Duas coisas saltam aos olhos:
1) Você não procurou conhecer melhor o projeto da escola (teria entrado em nosso site, www.e-jovem.com?) antes de criticá-lo. Uma pena. Muitos se deixam levar pelas manchetes e cometem os mesmos erros que você cometeu, de confundir um espaço de agregar com um de segregar. Sugiro a leitura do artigo "Uma escola gay para todos", disponível em http://e-jovem.com/news.htm#todos
2) E, mais sério: Você menospreza a Cultura LGBT. Quer dizer que a atividade drag só pode ser romanticamente amadora? "Essa história de dar aulas para ensinar como se tornar uma drag-queen chega a ser ridícula; a vocação vem do berço e não precisa de professor para ensinar. Mesmo nascendo e crescendo numa fazenda no interior do Acre, uma drag, desde sua mais tenra infância, sabe se "montar" como ninguém. Ela pega um pano, amarra na cintura, de umas frutinhas faz um colar, passa colorau na boca (...) e na falta de um sapato alto, anda na ponta dos pés; é com ela mesmo, e é preciso ser muito ignorante para pensar que para ser drag é preciso aprender." - palavras suas.
Vocação para cuidar dos outros também vem do berço, mas ninguém deixa de estudar anos de medicina ou enfermagem para fazer isso MELHOR.
O que vc escreveu acontece, claro. Nesse caminho, a futura dragzinha apanha do pai, é estuprada pelos tios e impedida de usar o banheiro da escola pelos "coleguinhas". As que insistem, comem o pão que o diabo amassou, sendo exploradas por tudo e por todos, em busca de seu lugar ao sol. Como alguém pode ser contra a criação de um espaço onde esse jovem não só será ACEITO, como receberá as técnicas para ser uma drag MELHOR (dança, canto, técnicas de dublagem, teatro, maquiagem, figurino, customização de roupas, mixagem de músicas, produção de espetáculos)?
Enfim, não espero resposta, Danuza. Só queria, como disse, desabafar. Para não deixar passar em branco.
Abaixo está o vídeo com a marchinha vencedora do concurso de marchinhas que a Globo vem fazendo nos últimos anos. Este ano, o concurso foi em homenagem a a João Roberto Kelly, autor de mais de 40 sucessos, como "Cabeleira do Zezé".
Fez todo o sentido que a marchinha vencedora fosse gay. Gay fph, claro (feito por héteros), mas o refrão é tão divertido, que a gente até releva. Não achei preconceito, muito pelo contrário - pode até virar hino das gay. Afinal, "O Conde D'Eu / O Rei de Bagdá / Se os negros do Sudão / Porque eu não posso dar?"
Vamos cantar essa marchinha lá em Brasília, na Marcha LGBT que estamos preparando para a semana de 17 demaio... =D
E não é que fomos DE NOVO pra capa dos três jornais de Campinas??
Sea matéria de ontem falou da fila de espera de alunos, a de hoje falou da de professores, se oferecendo pra participar (voluntariamente até) da Escola. Oassunto domina a cidade e é assunto nas praças, cafés e pontos de ônibus.
Nem sempre de maneira lisongeira, mas enfim. =D
As gay tão em alta mesmo na mídia, hein?? Não passa um dia sem um destaque. Será que não é uma estratégia da mídia pra forçar uma reação conservadora?? hehe
bjus do Deco =]
Publicada em 5/2/2010
no jornal Correio Popular
de Campinas/SP
Cidades Voluntários fazem fila na escola gay
Pelo menos 74 profissionais de diversas áreas já demonstraram interesse em dar aulas em Campinas
A primeira escola brasileira de cultura gay, com sede em Cam pinas, já tem lista de espera para voluntários que queiram participar do projeto. De acordo com o idealizador da Escola Jovem LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), Deco Ribeiro, até ontem, 74 profissionais das mais diversas áreas haviam procurado a coordenação com sugestões de cursos extracurriculares. “Temos advogados querendo falar sobre direitos humanos e até estilistas para comentar sobre moda ou árbitros de futebol para discutir regras do jogo”, afirma Ribeiro. “Nossa ideia é testar as ‘ofertas’ e ver quais despertarão mais o interesse dos alunos.”
A escola gay é um dos 300 projetos de cultura em todo o Brasil financiados por meio de um convênio entre Estado e União. Inicialmente, serão oferecidas 60 vagas em cursos de dança, web TV e fanzine. Os coordenadores ainda procuram uma sede, que deve estar localizada no Centro ou no Nova Europa. As aulas dos três cursos chamados “oficiais”, com início no dia 6 de março, serão sempre aos sábados. Durante a semana, os voluntários poderão ocupar boa parte da grade de atividades.
Hoje, estão confirmados os cursos de teatro e de canto e coral. As inscrições para voluntários devem ser feitas através do site www.e-jovem.com (página virtual onde cerca de 2 mil campineiros difundem o respeito à diversidade sexual). “O número de pessoas querendo trabalhar com a gente é muito maior do que o esperado e isso prova que estamos no caminho certo. Eu acredito que abrir uma escola gay é uma ousadia tão grande quanto a das pessoas que virão estudar aqui ou mesmo ensinar seus talentos”, diz Ribeiro.
O mais interessante, segundo ele, é a oferta de profissionais heterossexuais. “A maioria são mulheres, já que entre os homens ainda resiste o preconceito”, diz. Todos os cursos oferecidos na escola serão gratuitos. O convênio garantirá verba de R$ 180 mil para três anos de atividade. “O nosso maior desafio é conquistar o empresariado para garantir muito mais do que três anos de existência”, afirma o idealizador. Quem quiser saber mais sobre o projeto pode acessar o site do E-jovem.
Primeiros
Entre os voluntários já com vaga garantida no corpo docente da escola gay está o ator Gustavo Tonini (FOTO), que interpreta a drag Priscilla (bastante conhecido por suas apresentações de humor em Campinas e região). Com formação na área no Rio de Janeiro, em curso com o diretor da Rede Globo Wolf Maia, ele dará aulas de teatro. “Eu não perderia a chance de participar de um projeto como esse, que tem como maior desafio formar adultos coerentes. É também uma grande oportunidade de aprender e, por que não, de encontrar espelhos dentro do nosso universo”, diz. Sua turma participará da montagem de um espetáculo com temática gay para ser encenado em junho, mês da Parada Gay. “É um texto sobre a necessidade de autoaceitação”, antecipa.
O curso de canto e coral terá o comando de Cristiano Henrique da Silva, de 19 anos, que pretende compartilhar a experiência de nove anos de aulas no Conservatório de Montes Claros, em Minas Gerais. “Essa é uma oportunidade que eu mesmo não tive, por isso quis participar”, diz. “E qualquer pessoa pode cantar, até mesmo a Wanessa Camargo!”. Uma fonoaudióloga fará acompanhamento dos alunos de coral. A intenção é montar um grupo para apresentações na cidade.
SAIBA MAIS
MATRÍCULAS
Os alunos aprovados na 1ª chamada, por critérios de idade, deverão confirmar a matrícula nos cursos da Escola Jovem LGBT. De acordo com a coordenação, existe também lista de espera entre os interessados. No total, o número de inscritos foi de 120 candidatos, de vários estados. Para participar do processo de seleção, era necessário ter entre 14 e 30 anos.
SEDE
Os responsáveis pelo instituto correm contra o relógio para acertar a sede da escola. Dois prédios são analisados e a definição deve sair antes do Carnaval. Os endereços não são divulgados para não atrapalhar nas negociações. O dinheiro dado pelo convênio será justamente para despesas, como o aluguel.
E não é que fomos pra CAPA do jornal Correio Popular mais uma vez? A pauta, dessa vez, foi o sucesso das inscrições e mais novidades sobre a Escola Jovem LGBT:
"Escola gay lota salas e deixa 60 na fila de espera"
Um trechinho da matéria que eu gostei muito:"No começo, muita gente temia que Campinas fosse resistir à criação de uma escola gay. Mas a comunidade aprovou o projeto. Não há o menor sentido em ser contra um espaço cultural.”
Arrasamos ouarrasamos? Leia a matéria na íntegra:
Publicada em 4/2/2010
no jornal Correio Popular
Campinas/SP
Cidades Escola gay já tem lista de espera
Número de inscritos chegou a 120, o dobro em relação à quantidade de vagas oferecidas
A primeira escola brasileira de cultura gay, um dos 300 pontos de culturas financiados por um convênio firmado entre o Estado e a União, já definiu a lista de 60 alunos que, a partir de março, vão formar as primeiras turmas dos cursos de dança, web TV e fanzine. A seleção, pelo critério de idade, foi feita a partir de uma lista com 120 inscritos, do Brasil todo, e já há uma lista de espera.
Os jovens classificados, com idades entre 14 e 30 anos, estão relacionados no endereço www.e-jovem.com, página virtual onde cerca de 2 mil adolescentes campineiros difundem o respeito à diversidade sexual. Os futuros alunos devem confirmar a matrícula até o próximo sábado.
Os cursos, anunciados no final do ano passado como parte do projeto cultural apresentado ao governo, vão custar R$ 180 mil. O repasse será feito em três parcelas (uma por ano). O dinheiro será usado basicamente para o pagamento dos professores e compra de materiais. Cada turma terá 20 alunos e as aulas serão semanais, aos sábados, com três horas de duração. Para 2011 e 2012, a proposta oficial da escola prevê cursos como música, teatro, revista, criação literária e cinema. Mas já há a possibilidade de oferecer ainda cursos de redação jornalística, defesa pessoal e escolinha de futebol. Nenhum aluno vai pagar um centavo pelas aulas (da grade oficial ou da alternativa). Vai ser tudo de graça.
“O projeto cresceu demais. A gente vai formar turmas extras a partir da nossa capacidade em conseguir espaço e horário para as aulas”, afirmou Deco Ribeiro, de 38 anos, professor universitário e idealizador da Escola Jovem LGTB (gays, lésbicas, bissexuais e transexuais). Entre os selecionados, há moradores de várias cidades da região, além de Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná.
O mais interessante, disse Ribeiro, foi descobrir o interesse do público heterossexual no projeto. “No começo, muita gente temia que Campinas fosse resistir à criação de uma escola gay. Mas a comunidade aprovou o projeto. Não há o menor sentido em ser contra um espaço cultural.”
Na opinião de Deco, o projeto acabou sendo reconhecido porque oferece inclusão a um público que, historicamente, é vítima da intolerância. Para combater o preconceito, o objetivo do grupo é oferecer atividades inclusivas, abertas a adolescentes de qualquer orientação sexual.
Tanto é que, entre os 60 classificados, há alunos heterossexuais. Todos eles estão recebendo, por e-mail, o aviso da classificação e sendo orientados sobre onde e como entregar a documentação necessária. A direção do e-jovem não divulga, publicamente, o nome completo de nenhum deles. “A simples publicação do nome pode gerar preconceito contra o aluno”, justificou Ribeiro. Pelo mesmo motivo são preservados os nomes dos professores já escolhidos ou dos que ainda se inscrevem para ministrar aulas.
Para despertar a atenção da sociedade sobre a intolerância em relação os homossexuais, a escola vai promover reuniões periódicas com os pais dos alunos. O objetivo da iniciativa é levar o debate para dentro das famílias. “Quem é reprimido, ofendido e agredido na rua precisa encontrar respeito e apoio pelo menos dentro de casa”, disse Ribeiro. Os adolescentes homossexuais, a seu ver, precisam ser acolhidos, respeitados. Se as pessoas estiverem dispostas a ouvir, os dramas cotidianos do gay podem ser assimilados, elaborados.
Selecionados os futuros alunos e professores, agora só falta a definição do prédio onde a escola vai funcionar. Já se falou até em prédios públicos. Até março, o e-jovem vai escolher entre duas casas oferecidas gratuitamente por simpatizantes da causa.
O NÚMERO
R$ 54 MILHÕES
É o valor do investimento no patrocínio de projetos no território brasileiro, a partir de convênio firmado entre o Estado e a União que formalizou os 300 pontos de cultura. Cada um deles vai receber R$ 180 mil, divididos em três parcelas anuais. Além de pagar professores e comprar materiais, os recursos podem ser usados na cessão de bolsas de estudo para alunos que, por exemplo, moram longe da cidade e precisam de ajuda de custo para sobreviver na cidade que sedia um dos pontos.
SAIBA MAIS
A relação com os prenomes dos classificados para a Escola Jovem LGTB (e suas cidades de origem) está disponível no www.e-jovem.com.
A mesma página virtual tem links para receber inscrições de novos alunos e currículos de professores, que podem ser contratados para ministrar cursos oficiais do projeto (que garantem remuneração) ou voluntários.
A FRASE
“A escola não é só para gays. Ela pretende dar visibilidade para essa parcela da sociedade. Também queremos que os jovens gays deixem de se envergonhar pela própria identidade.”
DECO RIBEIRO Professor universitário, idealizador da Escola Jovem LGTB
Comentário: Ok, a sigla saiu meio torta. Mas fora isso a matéria está impecável!! Bjus do Deco =]
Para vocês e-jovens que são, estão, foram ou querem se tornar assexuados, esse é o grupo de vocês! A vida é boa demais pra perder pensando em besteiras(rsrs) xD